Cuiaba (MT), 13 de julho de 2020 - 05:14

Política

EM MEIO À PANDEMIA 29/06/2020 14:50 REDAÇÃO

Operações policiais assustam políticos e empresários mato-grossenses

Políticos e empresários pensaram que estariam livres de operações policiais devido à pandemia do coronavírus, mas o que se vê é que a Justiça vem agindo com rigor, dando trabalho tanto à Polícia Civil quanto a Polícia Federal.

Operação Stop Loss, Operação Tapiraguaia, Operação Ararath, Operação Overlap, Operação Ecdisona, são algumas das operações deflagradas em Mato Grosso nas últimas semanas. A Stop Loss, sob responsabilidade da Polícia Civil, teve como um dos investigados o prefeito de Rondonópolis, Zé Carlos do Pátio (Solidariedade). Ela investiga a ocorrência de superfaturamento e outras irregularidades na aquisição de materiais de consumo para o combate à pandemia da Covid -19 pela Prefeitura do município, com dispensa de licitação.

A Tapiraguaia teve  como foco coletar provas da prática de crimes licitatórios e do desvio de milhões de reais em recursos públicos federais, durante a execução de contratos celebrados e executados pelos municípios de São Félix do Araguaia e Serra Nova Dourada, em 2014. A acusação ministerial imputou ao ex-prefeito de Serra Nova Dourada, de 2013 a 2016, Edson Yukio Ogatha, ao representante da empresa Construtora Jurena, Nelson Renato Lemos Melo, e ao presidente da comissão de licitação a época dos fatos, Meudra Pereira dos Santos, a prática do delito de frustrar o caráter competitivo da licitação de tomada de preço 01/2014, que previa a execução de 37,8Km de estradas e 51m de pontes no Projeto de Assentamento Bordolândia, ocasião em que o valor das obras ficou em R$ 1.452.662,97.

Quanto a Ararath, foi deflagrada a 16ª fase da operação, que teve como foco conselheiros afastados do Tribunal de Contas do Estado (TCE): José Carlos Novelli, Valdir Teis e Sérgio Ricardo. Policiais federais cumpriram alguns mandados de busca e apreensão, inclusive na sede da Corte de Contas, para elucidar o esquema de corrupção que desviou recursos públicos para financiar campanhas eleitorais e enriquecimento ilícito entre 2006 e 2014.

Na Operação Overlap, a Polícia Civil investiga a suspeita de lavagem de dinheiro promovida pela gestão da Secretaria Municipal de Educação. O inquérito foi instaurado em 2017, com a suspeita de que o secretário da época Rafael de Oliveira Cotrim teria recebido valores indevidos por meio de empresas, hoje contatadas que são ligadas ao atual secretário, Alex Vieira.

Quanto à Operação Ecdisona, a Polícia Federal teve como alvo uma organização criminosa que praticou crimes tributários e empresariais, falsidades ideológicas, fraude a credores, estelionato, organização criminosa e lavagem de capitais. Os policiais cumpriram dez mandados de busca e apreensão e um mandado de prisão preventiva em Barra do Garças, a 516 km de Cuiabá. As ordens foram expedidas pela Justiça Federal de Mato Grosso. As fraudes tributárias e empresariais operadas por escritório de contabilidade de Barra do Garças teriam causado prejuízos à livre concorrência e aos cofres públicos em cerca de R$ 12 milhões.

Como se nota, a apreensão de políticos e empresários se justifica. Já são esperados desdobramentos de operações, principalmente com a delação do ex-presidente José Geraldo Riva, inclusive, a 16ª fase da Ararath teria embasamento nas revelações do ex-todo-poderoso da ALMT.

Ainda na Assembleia, o Naco deve abrir investigações após a série de reportagens do Jornal Centro Oeste Popular, denunciando existência de funcionários fantasmas que se beneficiam com o dinheiro público. Ainda no Legislativo, há informações sobre relatórios que estariam sendo maquiados para justificar passagens aéreas que estariam sendo utilizadas por alguns parlamentares.

Conforme informações obtidas pelo CO Popular, a adulteração de comprovante de transporte de empresa de turismo que loca ônibus para órgão públicos também estaria no alvo dos órgãos de controle.

E novas operações tendem a acontecer, tirando o sono  de possíveis envolvidos e dos seus respectivos advogados. Estes últimos, diga-se de passagem, têm acordado mais cedo para que às seis da manhã, hora em que normalmente as operações são deflagradas, eles estejam penteados e vestidos para acudir seus pacientes jurídicos, que estariam ser conseguir dormir devido à ação dos policiais nas últimas semanas no Estado.

O fato é que novas operações devem ocorrer em meio à pandemia, tendo como alvos principais figuras conhecidas da sociedade mato-grossense. Informações obtidas pelo CO Popular apontam que houve um aumento na procura das bancas de advogados, principalmente os criminalistas, que estariam preparando antecipadamente a defesa de altos figurões que já anteveem que serão visitados pelos policiais do Grupo de Atuação Especial de combate ao Crime Organizado (Gaeco), da Polícia Federal, da Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor) ou da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO).


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