Cuiaba (MT), 04 de dezembro de 2020 - 08:24

Política

DEBATE NA FIEMT 19/11/2020 09:41 Midia News

Emanuel: "Não há Cuiabá quebrada; querem espalhar fake news"

Candidato a reeleição, o prefeito de Cuiabá Emanuel Pinheiro (MDB) participou de um bate-papo promovido pela Federação das Indústrias de Mato Grosso (Fiemt) no fim da tarde desta quarta-feira (18).

 

O encontro com empresários mato-grossenses discutiu a criação de empregos, desburocratização de processos e fortalecimento da economia na Capital.

 

Durante o evento ele garantiu que Cuiabá não está quebrada e atribui a informação a pessoas que espalham fake news.

 

No início desta tarde, quem passou pela sabatina foi o também candidato a prefeito Abílio Júnior (Podemos).

 

Confira na íntegra o bate-papo:

 

 

Papel do vice (atualizado em 17h43)

 

O debate é conduzido pelo presidente da Fiemt, Gustavo de Oliveira. O bate-papo – que terá duração de 1h – também terá a presença do candidato a vice na chapa de Emanuel, José Roberto Stopa (PV).

 

Oliveira questiona Emanuel sobre qual será o papel do vice caso a chapa seja eleita. Emanuel repassa o questionamento a Stopa. “Por uma questão de gentileza, quero que o Stopa responda”, disse Emanuel.

 

“A única coisa que pedi ao prefeito foi um papel relevante na gestão. Vou contribuir, e trabalharei muito, como sempre fiz por Cuiabá. Emanuel terá um vice atuante, de verdade, que acorda 5h e vai embora às 22h30.  Serei um vice atuante e combativo e que demonstrarei com muito trabalho”, disse Stopa.

 

“Não existe Cuiabá quebrada” (atualizada em 18h12)

 

Oliveira questionou Emanuel sobre um espaço fiscal para realizar projetos estruturantes para a Capital.

 

“Quando peguei a Prefeitura, eram R$ 588 milhões de endividamento. Nós pagamos R$ 200 milhões e pegamos os mesmos R$ 200 milhões emprestados. Então não houve endividamento. Querem prosperar a mentira, a fake news, de que Cuaibá está endividada, que se está quebrada", disse Emanuel.

 

Ele lembra que os R$ 200 milhões que pegou como empréstimo realizou projetos para a contrução de dois viadutos, sendo que o da Avenida das Torres já foi entregue.

 

   

Saúde (atualizado em 18h12)

 

O candidato a reeleição também foi questionado sobre o que poderia fazer diferente caso uma segunda onda da pandemia do covid-19 venha para Cuiabá.

 

Emanuel destacou ações voltadas para a Saúde de Cuiabá como a entrega da UPA Verdão e lembrou que, há um ano, era inaugurado o Hospital Municipal de Cuiabá (HMC). “Se não fosse o HMC, o caos da pandemia seria muito maior em Cuiabá”, disse.

 

Emanuel ainda falou que tem o compromisso de fazer concurso público para os profissionais de Saúde para romper com a falta de ofertas de médicos para a gestão.

 

“Não tivemos uma greve” (atualizado em 18h16)

 

O prefeito também voltou a afirmar que na sua gestão foram “respeitados” os direitos dos servidores públicos, e que a Prefeitura não passou por nenhuma greve. 

 

“A nossa gestão primou pela eficiência do serviço público. Da redemocratização até hoje, nós fomos a única gestão que não enfrentou greve. Os servidores, para reivindicar seus direitos, não precisaram fazer greve. Eles conversaram com prefeito de igual para igual. O gestor que me antecedeu [Mauro Mendes] teve três greves na Saúde, e três na Educação”, disse Emanuel.

 

Fomento ao comércio local (atualizado em 18h20)

 

Gustavo de Oliveira disse que os empresários de Cuiabá reivindicam que seja dada preferência às empresas cuiabanas em aquisições do Município. 

 

Ele usou como exemplo a ata de registro de preço para a compra de uniformes escolares e pediu que Emanuel se comprometa a comprar mais de indústrias locais.

 

“Firmadíssimo. Eu adotei alguns critérios via institutos normativos para micros e pequenas empresas. Agora, para essas grandes licitações, nós podemos buscar alternativas. Tudo que eu quero é que os recursos públicos circulem em Cuiabá. Que nossos empreendedores possam ganhar esses processos licitatórios”, afirmou.

 

“Cuiabá é um canteiro de obras” (atualizado em 18h43)

 

Questionado sobre possíveis arrependimentos que tenha relacionados a administração de Cuiabá, Emanuel garantiu que gostaria de feito mais e relembrou alguns programas e obras que fez.

 

“Em relação ao arrependimento, a gente sempre quer fazer mais pela nossa cidade. Em várias áreas entregamos mais do que prometemos, e hoje Cuiabá é um canteiro de obras”, disse.

  

“Fizemos muito, mas divulgamos pouco. Sou bom para trabalhar, de ir à luta. Eu tenho certeza que muito do que foi dito hoje, muitas pessoas não sabem”, completou.

 

Relação com Mendes (atualiza em 18h45)

 

Oliveira questionou Emanuel sobre a relação cheia de atritos com o governador do Estado Mauro Mendes (DEM). “Cuiabá pode ser prejudicada por isso?”, perguntou o mediador.

 

Emanuel admitiu que enquanto gestor não teve apoio de nenhum dos dois governadores – Pedro Taques e Mauro Mendes. E avaliou que a falta de apoio mostrou que a Capital tem capacidade e recursos para se autofinanciar.

 

“Não tivemos apoio de nenhum governo. Não só com o ex-governador Pedro Taques, bem como com a gestão Mendes. Isso é bom ou ruim? É bom porque mostra que o gestor quer e ele pode fazer mais com menos. E a prova está aí na cidade. Mostra que Cuiabá é autossustentável, que dá para avançar na melhoria da qualidade de vida”.

 

“Mas não é recomendável. O recomendável é que o governador e o prefeito tenham uma relação institucional. Não precisam ser ‘amiguinhos’, mas que com sobriedade e sinceridade estudem as demandas”, disse.

 

Ele afirmou que mesmo com o atrito está aberto ao diálogo com o adversário Mauro Mendes.

 

“De minha parte, em uma próxima gestão, eu estou aberto como estive até hoje. Agora. Tem que ter reciprocidade. Eu acho lamentável. É um prejuízo, porque unido dá-se para se fazer muito mais”. 

 

“A boa política, o bom tom, e a elegância do relacionamento dos agentes políticos exigem isso em nome dos honrosos cargos de prefeito e governador. Eu, por Cuiabá faço tudo, estou 100% à disposição. Neste mandato e no próximo mandato para conversar e dialogar com o governador e outras forças políticas, econômicas e sociais”, finalizou.


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