03 de Abril de 2025

VARIEDADES Terça-feira, 18 de Março de 2025, 13:59 - A | A

Terça-feira, 18 de Março de 2025, 13h:59 - A | A

Pedro Cardoso fala sobre vaidade e fama: “Desvalor da vida de famosos”

O ator fez uma reflexão ao publicar uma foto de uma pintura do personagem Agostinho Carrara, de A Grande Família, feita em um muro

METRÓPOLES

Pedro Cardoso usou as redes sociais nesta segunda-feira (17) para fazer uma reflexão sobre a vaidade da fama. No Instagram, o ator compartilhou uma pintura de seu personagem Agostinho Carrara, de A Grande Família, feita por um artista em um muro e analisou a vida dos artistas.

“Lembro a emoção de me sentir importante quando jovem eu concedia entrevistas. Ainda hoje me sinto. Lembro de contemplar minha foto no jornal e não caber em mim de vaidade. E lembro também logo do vazio dos dias seguintes quando nos jornais foto minha não havia. Lembro logo depois começar a se esboçar em mim a compreensão do quão ridícula é a vida dos artistas famosos por conta desse desejo que vai ficando insaciável de ser destaque na sociedade”, começou ele.

Ainda no desabafo, Pedro Cardoso analisou a relação entre a fama e a internet: “O que as redes antissociais oferecem aos artistas — e a toda gente — é a oportunidade de ser notícia todos os dias. Antes, era um dia ou outro o dia de glória. Agora todos os dias a pessoa se faz notar dando notícia de si mesma. Viciamos-nos em doses diárias de convívio com o público, ansiosos por elogios diários”, refletiu.

O ator continuou: “Na praça dos nossos vícios, os donos do negócio vendem publicidade e mentiras ideológicas. E nós artistas somos a mão de obra quase gratuita que eles empregam. Nosso pagamento mínimo é o prazer da vaidade pela ilusão de sermos diariamente notícia. Acontece a toda gente; comigo não é diferente”, admitiu.

Pedro, então, refletiu sobre a pintura que traz a imagem de Agostinho Carrara.

“Não sou eu. É o Agostinho. O artista pintou o meu trabalho; não a minha pessoa. Ter a minha participação na vida cultural do país pintada na parede, depois de amplificada por uma empresa de telecomunicação, afirma a minha vocação de ator; e confirma o desvalor da vida de famosos, de celebridades que com vida de ator de televisão se simulam”.

O ator encerrou: “O ideal seria não ser famoso. Que o público esquecesse o artista e guardasse apenas a arte dele na memória. E que cada vez que o visse em cena fosse a primeira vez. Quem merece a fama é a arte; não o artista. A maior glória do artista é ser esquecido enquanto sua arte é lembrada”.

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