Otaviano Pivetta é um político e líder estadual de Mato Grosso, com uma carreira consolidada no cenário político do Brasil. Nascido e criado em Mato Grosso, Pivetta tem dedicado sua vida pública ao desenvolvimento e à gestão eficiente dos recursos do estado. Ao longo de sua trajetória, acumulou experiências como deputado federal e secretário de Estado, destacando-se pela sua atuação na área de infraestrutura e gestão pública.
Atualmente, Pivetta ocupa o cargo de vice-governador de Mato Grosso, tendo contribuído significativamente para as estratégias de desenvolvimento regional e fortalecimento das relações entre o governo estadual e os municípios. Com um perfil focado na busca por soluções práticas e no diálogo com todos os setores da sociedade, ele continua a ser uma figura influente em Mato Grosso, comprometido com a construção de um futuro próspero para o estado.
Na entrevista Pivetta oferece uma visão detalhada sobre o cenário político do estado, as articulações para as eleições de 2026 e as prioridades do governo para os municípios neste início de ano. Em um diálogo aberto e direto, Pivetta compartilha suas perspectivas sobre as principais questões políticas e econômicas que envolvem Mato Grosso, como as articulações partidárias, a reforma tributária e a relação com o governo federal. Ele também discute a importância do trabalho conjunto entre os prefeitos e o governo estadual para promover o desenvolvimento sustentável e fortalecer a economia local.
Além disso, Pivetta aborda a situação política interna, as possibilidades para a eleição de 2026 e o impacto das mudanças econômicas globais no futuro do estado. A entrevista revela um político com uma visão pragmática e focada no futuro de Mato Grosso, sempre buscando o melhor para a população e para a gestão pública.
Centro Oeste Popular — Como estão as articulações para 2026 e quais as prioridades do governo para os municípios neste início de ano? A visita que fez na Assembleia é para começar as articulações?
Otaviano Pivetta — Depois que o Max assumiu a presidência, eu não vim aqui. Estou vindo simplesmente para cumprimentar, uma visita de cortesia. Não tem nenhum tema relevante na pauta. Temos que trabalhar bastante este ano. Iniciando o ano, mês de março, definindo o orçamento. Tivemos uma reunião ontem para falar sobre a relação com os municípios. Então, até o final do mês, nós define, o governador define quais serão as parcerias e o volume de recursos que o Estado vai poder investir para os municípios, e eles vão começar a trabalhar no que nós já fizemos até aqui e continuar fazendo cada vez melhor.
Centro Oeste Popular — Muito se fala em uma composição do seu grupo com o grupo do PL. Tem também a questão do Jayme Campos querendo ser candidato ao governo. Como vocês vão acionar tudo isso até o ano que vem?
Otaviano Pivetta — Estamos conversando com todos os partidos. E estou muito otimista. Tenho muita esperança de que consigamos fazer uma boa composição. Eu sempre costumo dizer que não vamos vender a alma, mas vamos procurar agregar o maior número de mato-grossenses possível para fazer o Estado continuar prosperando cada vez melhor.
Centro Oeste Popular — Está sendo discutido ao nível nacional uma federação entre os republicanos e o partido do senhor. Como está o andamento disso?
Otaviano Pivetta — Não está mais sendo discutido isso. Falei com o presidente há poucos dias, está descartado esse ponto.
Centro Oeste Popular — Governador, é possível manter todo esse grupo unido? O senhor acredita nisso?
Otaviano Pivetta — Acredito que sim, porque o governo que o Mauro lidera está sendo exitoso. Isso não tem questionamento. O grupo inteiro reconhece que o governo está indo bem nas linhas gerais. Tem problemas localizados e alguma insatisfação política, o que é normal. Mas o governo é de resultados, e é isso que importa.
Centro Oeste Popular — Governador, começam as articulações, as visitas de todos que querem pleitear 2026. Hoje o senhor enxerga que talvez o projeto do senhor devia ter sido mais vantajoso? O senhor teria colocado mais “peso” na eleição de 2024? Os republicanos teriam feito mais prefeitos, teriam feito mais vereadores?
Otaviano Pivetta — Não, não tenho nenhuma preocupação com isso. A nossa coligação fez bastante prefeito, não faz sentido um partido do grupo aliado ficar tomando candidatos de outro, a gente não fez nenhum esforço para isso. Eu não tenho nenhuma preocupação em relação ao número de prefeitos, porque apoiamos e trabalhamos em parceria com todos os prefeitos de Mato Grosso.
Centro Oeste Popular — Jayme Campos chegou a dizer que a definição do governador Mauro Mendes em seu nome é uma decisão pessoal, não é do União Brasil. O senhor concorda com Campos?
Otaviano Pivetta — O senador Jayme deve ter razão, é uma decisão pessoal do Mauro. O União Brasil deve se acertar, eu não vou entrar nesse mérito.
Centro Oeste Popular — O que está se desenhando para 2026 é que o Mauro Mendes deixa o governo do Estado em março ou abril para concorrer ao Senado. Para o senhor será vantajoso disputar o governo do Estado já sentado na cadeira? Como o senhor vê essa situação?
Otaviano Pivetta — Estou me preparando, me preparei a vida toda e continuo para ser candidato a governador. Se o Mauro decidir renunciar para concorrer ao Senado, é uma decisão exclusivamente dele. Nós não tivemos até hoje nenhuma conversa para afirmar compromisso sobre isso, nem cobrei, nem ele falou. Então isso aí está em “veremos”, ele tem dito que vai decidir lá em abril. Estou tranquilo ajudando nesse governo que me comprometi e sem nenhuma ansiedade. Vamos aguardar.
Centro Oeste Popular — O MT-33 foi anunciado, o governador chegou a dizer que o senhor vai encabeçar esse projeto. Como está? Quando deve ser o anúncio oficial dele?
Otaviano Pivetta — Está sendo estudado, estamos fazendo reuniões periódicas. Essa reforma tributária realmente preocupa muito, porque os parlamentares federais que trabalharam e aprovaram essa reforma, da forma como ela está, não se preocuparam em definir o tamanho do Estado que a sociedade quer patrocinar. Se a sociedade quer patrocinar um Estado que custa 28% do que as pessoas vão gastar, do PIB vai custar. Então, a reforma administrativa que teria que ter sido trabalhada há muito tempo para diminuir o custo do Estado, como fizemos aqui no Mato Grosso, não foi feita no Brasil. E temos que ver se a sociedade concorda em pagar o maior IVA do mundo, que já está projetado, que vai ser o nosso. Então, quer dizer, foi feita de trás para frente a reforma. Mas já que foi feita, vamos preparar Mato Grosso para chegar em 2033 sem sustos, para fazer esse período de transição, manter a capacidade de investimento do Estado e manter o Estado prosperando com os serviços públicos de qualidade.
Centro Oeste Popular — Essas taxações do Donald Trump em relação ao Brasil, o senhor acredita que pode prejudicar Mato Grosso, que é um Estado eminentemente agrícola e que depende das exportações?
Otaviano Pivetta — Olha, a América, se eu não me reconhecer, é o poder econômico que tem, consequentemente político, que a América tem e o novo presidente tem. As encrencas que ele vem comprando causam efeito colateral também. Veja que a China já taxou também os produtos agrícolas americanos. Isso favorece Mato Grosso. O dólar, por sua vez, se fortalece quando um governo decide equilibrar, fazer o equilíbrio fiscal, gastar menos do que arrecada, coloca um secretário de Estado com poderes para desburocratizar e baixar custo público. É o que temos que fazer no Brasil. Eles estão fazendo isso, com isso a moeda deles se fortalece, ficam mais fortes economicamente e vão impor muito mais. Só que Mato Grosso tem uma blindagem natural, que são os recursos naturais, o clima nosso e os produtores, que são os melhores do mundo. E contra a eficiência não tem argumento.